terça-feira, 2 de junho de 2009

Do bem ao mal.

Quando o encontravam de bom humor era uma festa.
Era o que diziam.
Está escrito e sacramentado.
Diziam que ele era o divertimento alheio.
O divertimento geral.
Aceitava tais palavras de pessoas muito próximas.
Das que acreditava.
E ainda há de acreditar mais e mais.
Não mais os deixaria de lado.
Convicções não mais serão desmedidas por motivos alheios.
Apontavam para os outros na sua frente.
Diziam conhecer o mundo e as pessoas.
Julgavam ser conhecedores do que acontece.
Apontar e denunciar é mais simples do que reconhecer.
Reconhecer é um ato doloroso.
Reconheceria ser fraco em alguns momentos.
Seria vingativo em outros.
Maldoso nos momentos restantes. 
Ouvira de algumas pessoas que o bom também tem o mal dentro de sí.
Para saber diferenciar o justo a se fazer.
Do mal que poderia causar.
Pois é assim mesmo.
Ser bom cansa.

sábado, 16 de maio de 2009

Please, give our time. Together.

I let myself flow onwards 

I swim through my mind back and forth 

My soul still sings 

the song we once wrote 

Together 

We once had a dream 

We had everything 

We rode to the end of the world 

We rode on searching 

We climb skyscrapers 

But they were all destroyed 

The peace is now gone 

I lack balance, I fall down 

Still, I let myself flow onwards 

I swim through my mind 

But I always come back

to the same place 

There is nothing left to say 

This is for the best 

God will provide a day 

For us 

...Tomorrow

terça-feira, 14 de abril de 2009

Ilha

Ele acordou querendo saber porque alguns sonhos parecem reais.
Sonhara estar em outro lugar, vivendo uma outra vida, enfim sendo outra pessoa.
Mudara de cidade, era feliz o tempo todo e não se preocupava com nada.
Acordava e seguia com os seus para algum lugar paradisíaco e apenas se importava com diversão.
Sonhava com o que faria no dia seguinte.
Parecia que duraria a vida toda.
Era algum tipo de provocação a sua mente?
Será que necessitava de uma mudança de ares?
Mais uma?
De onde viriam aqueles ventos gélidos e cortantes?
Aquele sol que parecia brigar com as águas do mar a fim de esquentá-las? 
Como poderia imaginar que tudo aquilo seria bom demais para ser verdade?
Vivia uma vida feliz?
Demais até do que qualquer felicidade real.
Parecia que duraria toda uma vida.
Uma vida real.
Aos poucos remetia a pensamentos de uma realidade fugaz, mesmo estando a sonhar.
Pensava que havia uma realidade qualquer que queria ignorar.
Uma realidade sacal e saudosa.
Queria demorar mais ali.
Naquele sonho.
Na irrealidade de um sonho real.
Na realidade de momentos quase que irreais.
Onde uns choram de tão alegres.
E outros congratulam os momentos mais recentes.
Seria lúdico demais pensar que tudo aquilo poderia ser real.
Até porque a felicidade, como já fora dito antes, parece durar pouco, pois uma vez nela, o tempo não se fazia presente. 
Não era contado, nem administrado.
Parecia passar mais rápido do que realmente o é.
Como dizem as mentes insanas : um segundo de felicidade passa mais rápido do que outro de tristeza.
Não sabia como espressar o que sentia naquele momento.
Nem o real significado daquele sonho.
Daquela vida.
Daquela vivida.
Dos outros.
Nem de sí.
Saudades sentia do sonho sonhado.
E quem sabe vivido.

terça-feira, 24 de março de 2009

Blue Moon

A noite, olhando para o céu escuro, ele sentia-se em paz.
Quase não era incomodado por som algum.
Notou que esses momentos eram somente seus.
Eram momentos de uma solidão escolhida.
De uma solidão revigorante.
Descançava a mente.
Descançavam seus sonhos.
Achava que tudo ia dar certo no final de seus pensamentos.
Irá dar certo.
Ali sentado, se aprofundava em seus pensamentos mais banais.
Analisava o seu dia.
O que poderia ter dito, ou o que deveria ter sido sufocado.
Lembrava das pessoas que fazem parte de seus sonhos.
Daquelas que fazem parte da sua vida.
Sentia-se longe da sua vida.
Sentia-se perto do seu eu.
Não pretende viver isolado.
Se afastou de muitas coisas.
De coisas ruins e outras boas.
Consequências de suas escolhas.
Sentia uma brisa leve batendo levemente em seu rosto.
Provocava sentimentos de saudade.
Parte de sua vida era feita de lembranças.
Como de costume, sente que é formado por partes completamente diferentes que convergem na formação do seu "eu".
Era engraçado pensar no que se transformou, e no que ainda pode se transformar.
Vive de mudanças e querendo sempre mudar um pouco mais.
Se pudesse levaria tudo consigo.
Não pode e nem deve carregar todo esse peso.
Mas como tudo na sua vida se transforma, sabe que muito está por vir, e terá por consequência, muito mais do que recordar.
Que continue mudando.
Que continue a se recordar.
Que continue a se desafiar a cada dia.
Tomara que nunca acabe.
E que continue sendo bom.
Que continue sendo como sempre o é.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Venham

Esses dia chuvosos são um belo convite a uma permanência maior deitado.
Sentia uma preguiça tremenda em ter que levantar e enfrentar o dia que se inicia.
Dias chuvosos o fazem rememorar dos momentos agradáveis que passara em sua casa.
Realmente o novo é um grande estímulo.
Mas algumas boas lembranças tornam seu passado inesquecívelmente terno.
Diante das obrigações levantava sem pestanejar, mesmo com seu corpo pedindo clemência por mais alguns momentos deitado.
A vida de hoje não permite que a preguiça seja dona do seu tempo.
Suas obrigações tornaram-no mais inquieto do que o normal.
Hoje não se permite a pensar apenas em suas obrigações.
Dispensa mais tempo a conferir as obrigações alheias do que as suas.
Ritos de um novo tempo.
Isso se tornara uma de suas obrigações.
Pensar no coletivo é algo nobre.
Realizar suas obrigações também o é.
Pensa que muitas pessoas deveriam mesmo realizar com mais atenção as suas.
Gosta de observar as condutas alheias e convenientemente assimilar o que lhe parece de bom grado.
Muitos o subjulgaram por achar que não possuia um olhar mais crítico sobre suas obrigações, quiçá analisar as obrigações alheias.
Surpreender é um grande trunfo.
Sabe disso e sempre que possível faz o impossível para a surpresa de todos.
Como ouvira desde criança: "besta é quem pensa que ele é besta!".
Que venha mais um novo dia com muitas surpresas!

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Ritos

Solenemente esta semana foi escolhida para dar asas a sua imaginação pouco inspirada.
Passava a analisar sua inspiração, e chegava a conclusão que ela estava calma, sonolenta e despreparada.
Começou a sentir falta daqueles momentos epifânicos que mudavam sua vida de uma hora para outra.
Daqueles momentos que o faziam sentir-se mais vivo.
Daqueles cujo amor próprio é mais forte.
Daqueles onde o amor pela sua vida é mais presente.
Vive ritos solenes de uma rotina cansada.
Excitante pela sua natureza operacional, porém desestimulante pela sua natureza intelectual.
Gostava de sentir-se naqueles dias em que acha que pode salvar o mundo.
Em que pode se salvar de sí mesmo.
Celebraria os amados amigos.
Os de ontem e os de hoje.
Pensaria neles.
Seria uma forma de achar a sí mesmo.
Comparar-se consigo mesmo.
O de antes.
O de hoje.
Grandes conquistas desejadas e realizadas, deveriam ser o estimulo de uma nova vida.
Não a rota para velhos caminhos.
Sabe que havia andado no caminho do novo.
Não queria desistir do mesmo e se desviar ao antigo caminho do marasmo pessoal e intelectual.
Não pensa em ser um grande filósofo ou estudioso do mundo.
Apenas não deseja ser desinteressante para sí mesmo.
Esses dias repetitivos o fazem sentir-se como uma máquina.
Sem vida e sem vontades.
Não consegue reconhecer seu próprio "eu" no meio dessa rotina.
Sente-se desesperado por uma mudança.
De uma mudança que depende apenas de sua vontade.
Acordou hoje sentindo-se fora do tempo.
Do tempo normal a ser seguido.
Como se vivesse em um sonho contínuo.
Não conseguia reunir forças para enfrentar a realidade.
Agora sim, face a face com o desgosto pessoal decide por não mais apenas resistir.
Iria enfrentar.
Iria desafiar-se.
Iria apenas viver.
Denovo.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Desafio

De repente sua vida havia mudado.
Rotinas quebradas e outras impostas.
Havia voltado ao passado com ares de um futuro promissor.
Novamente percebia que antigos problemas haviam retornado.
É o preço de uma nova escolha.
De uma escolha antes vivida.
Antes maculada.
Antes abusada.
Agora via-se a cumprir antigos ritos.
Ritos de uma passagem difícil, porém desafiadora.
Era o que lhe conduzia nessa nova empreitada.
O desafio.
Desafiava-se todos os dias.
O desafiavam todos os dias.
O prazer da conquista misturado com o cansaço da execução.
Esperavam muito dele.
Esperava muito de si mesmo.
Sentia-se longe de si grande parte do seu tempo.
Seu tempo não era mais compatível com o das outras pessoas.
Distanciava-se.
Mas não deixava de amá-las.
Nunca iria deixar.

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