sábado, 15 de novembro de 2008

Leia

O que está escrito não será mais apagado.
Pode até não ser lembrado.
Mas está escrito.
Escreveu para ser lido.
Talvez por ele mesmo.
Ou para os outros, quem sabe.
Tudo depende do dia.
De como está se sentindo.
De como irá sentir-se depois.
Cada um compreende da forma que pode.
Ou que quer.
Ele poderia escrever algo profundo sobre a sua compreensão da vida.
Poderia escrever sobre nada.
O profundo poderá parecer superficial.
E o nada, epifânico.
Nunca disse ser tudo.
Nem nada.
Há momentos em que tudo merece ser lembrado.
Porém acaba sendo esquecido.
Há momentos em que algumas lembranças merecem ser esquecidas.
E serão sempre lembradas.
Algumas pessoas escrevem a vida com canetas coloridas.
Outras com canetas sem tinta.
Muitos escritos são guardados por tempos e tempos.
Outros jogados foram logo depois de escritos.
Será que vale a pena escrever o que não se quer lembrar?
Será que é justo eternizar somente o memorável?
Não se pode escrever sobre tudo.
Viveria-se para escrever.
Sendo assim, não sobraria tempo para viver.
Espera-se que as leituras o ajudem.
Pensa que as leituras abrem as portas da imaginação.
Mas que por favor, não tire os pés do chão.
A realidade as vezes pode ser cruel.
E boa demais também.
O real pode parecer irreal.
Mas não faça do irreal, real.
O que está escrito, pensa ele.
Só quer ser lido.

Um comentário:

eueueu disse...

Lindo esse texto. Acho que os momentos que não queremos lembrar ficam eternizados como um aprendizado, aprendemos com eles e deixamos a parte ruim de lado. Ficamos só com a boa, aí sim podem ser lembradas sempre.
bjoqueridomarido!
=*

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